Nosralla - Medicina e Odontologia

Resultados de Exames

Dr. Carlos Eduardo Nosralla

Minha intenção é apresentar o meu consultório e também disponibilizar artigos e informações úteis aos nossos pacientes e aos visitantes em geral. Com linguagem simples voltada  para o leitor leigo.

Você poderá tirar suas dúvidas referente aos diversos tipos de tratamentos odontológicos, assim como, materiais e métodos por nós utilizados.

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Consultório

Desde 1984 o Consultório do Dr. Carlos Eduardo Nosralla, vem atuando dentro dos mesmos princípios que norteiam os nossos ideais, oferecendo produtos , serviços e um atendimento de alta qualidade, sempre investindo em tecnologia de ponta para corresponder às necessidades de seus clientes.

Grande experiência profissional em Prótese, Endodontia, Periodontia e Dentística, no âmbito de Clínica Geral.

Para melhor atender aos nossos clientes, utilizamos equipamentos atualizados e materiais de última geração, assim como, um novo sistema de esterilização, visando maior segurança e também melhor qualidade em nosso atendimento.

Artista Plástico por vocação, Cirurgião Dentista por opção, Dr. Carlos Eduardo, atua hoje principalmente em todos os seguimentos da Estética Dentária.

Tratamentos

Existem diversos tipos de intervenções quando se vai a um consultório dentário. Dependendo do tipo de problema encontrado, será executado o tratamento adequado.

A ciência da odontológica avançou tantos nos últimos anos que algumas destas áreas se tornaram especialidades, em que o profissional Cirurgião Dentista se dedica integralmente a um determinado assunto.

Clareamento dental

Clareamento dental
Meus dentes podem ser clareados?

Sim. Qualquer pessoa pode ter seus dentes clareados, desde que eles estejam íntegros.

Como funciona o clareamento?

As moléculas dos géis oxidantes (liberadores de oxigênio) penetram na intimidade do esmalte e da dentina, liberando oxigênio que, por sua vez, "quebra" as moléculas dos pigmentos causadores das manchas.

Como posso clarear meus dentes?

Os dentes podem ser clareados através de géis ou pastas oxidantes (liberadores de oxigênio) de duas maneiras:
No consultório: o dentista isola os dentes (com um lençol de borracha) para proteger a gengiva e aplica um agente oxidante forte.
Supervisionado: é elaborada uma placa feita pelo dentista que devera ser usada fora do ambiente do consultório, podendo ser utilizada tanto em casa como em ambiente de trabalho. Este método é mais demorado, mas pode-se obter ótimos resultados também.

Posso fazer sozinho ou preciso ir ao dentista?

Não se recomenda clarear os dentes sem orientação profissional. Seja no consultório seja em casa, sempre deve haver monitoramento do dentista.

Os produtos usados no clareamento são seguros à saúde geral?

Sim. Como outros produtos e medicamentos usados na Medicina e Odontologia, se usados corretamente conforme orientação, os produtos usados no clareamento não promovem nenhum prejuízo à saúde geral.

A mídia divulgou que o clareamento doméstico poderia potencializar o aparecimento do câncer. É verdade?

Essa informação não tem fundamento. Tanto que a FDA (Food and Drug Administration) e a ADA (American Dental Association) aprovam o uso de peróxidos em cremes dentais, que são usados indiscriminadamente pela população. Essas entidades também não desaprovam o uso de clareadores dentais, desde que supervisionado por dentistas.

Eles provocam danos à gengiva?

Não, desde que o paciente faça o tratamento supervisionado e não use produtos vendidos pela TV ou em supermercados. O dentista confecciona uma moldeira individualizada que cobrirá somente a superfície dental, evitando, assim, que o agente clareador tenha contato direto e contínuo com a gengiva. Qualquer lesão e sensibilidade devem ser imediatamente comunicadas ao dentista.

O dente clareado fica enfraquecido?

Não. A estrutura dental não é afetada.

O clareamento altera as restaurações já existentes?

Não. Mas o paciente precisa saber que talvez tenha de trocar ou retocar as restaurações antigas: uma vez que as restaurações não sofrem ação dos clareadores, causando desarmonia estética.

Posso fazer clareamento em qualquer idade?

Sim. Não há contra-indicação específica quanto à idade. A partir dos 10 anos, é aceitável.

Durante o clareamento, o que devo e não devo fazer?

Seguir as orientações do dentista. Retirar o dispositivo de clareamento 1 hora antes das refeições e reiniciar 1 hora após. Observar os dentes diariamente no espelho, monitorando o processo do clareamento. Guardar o dispositivo, para o caso de necessitar de manutenção. Não deve fazer: Fumar durante o tratamento. Tomar café, chá, Coca-Cola em excesso. Escovar os dentes logo após retirar o dispositivo. Emprestar o produto para outras pessoas.

Quanto tempo dura o tratamento doméstico?

Dura de 7 a 10 dias em média, usando-se durante todas as noites. Pode haver variações a depender do grau de escurecimento e de quanto se deseja clarear.

O dente clareado pode escurecer novamente?

Sim. Mas nunca como era antes. Após 1 a 2 anos, pode haver a necessidade de uma manutenção, que é feita em 2 ou 3 noites.

Quais as contra-indicações do clareamento?

Por precaução, deve-se evitar o tratamento em gestantes e lactantes.

Restaurações

Restaurações Estéticas em Resina

Com o aparecimento de novos materiais produzidos com alta tecnologia, que reproduzem as características de forma, cor, físicas e mecânicas muito parecidas com os dentes naturais. Hoje temos condições técnicas para substituir os tecidos dentários perdidos, de maneira a reconstituir o elemento dentário.

A nanotecnologia é uma área da ciência muito importante no desenvolvimento das atuais resinas. As resinas de nanopartículas são diferentes dos materiais tradicionais, elas irão reter o brilho e polimento por muito mais tempo, além da boa resistência à mastigação, garantindo a longevidade da restauração.

Tenho restaurações escuras (metálicas) nos dentes posteriores. Vale a pena trocá-las por restaurações de cor branca ou da cor dos dentes?

A troca de uma restauração metálica por uma estética ou, como dizem os pacientes, “por uma branca”, pode se dar por dois motivos principais: por problemas que envolvem a saúde do dente, como uma fratura da restauração pré-existente ou mesmo por recidiva de cárie (nesse caso, a troca não é discutida e pode, perfeitamente, ser feita uma restauração estética), ou por motivo exclusivamente estético (quando uma restauração metálica em bom estado vai ser trocada, surgem, então, alguns questionamentos).

Quais os materiais que podem ser utilizados na troca de uma restauração metálica por uma estética?

Existem, em princípio, duas possibilidades de materiais. O primeiro é a cerâmica (ou porcelana), o segundo são as resinas compostas. A restauração de cerâmica pode ser executada apenas pelo método indireto, isto é, o cirurgião-dentista prepara o dente, molda, e um técnico de laboratório executa, sobre o medelo, o trabalho, que é cimentado pelo dentista. A resina composta tanto pode ser usada pelo método direto, feita diretamente sobre o dente do paciente, em uma única sessão, ou pelo método indireto. A resina composta usada na forma indireta tem uma composição diferente da utilizada na forma direta e é chamada de resina composta de laboratório, podendo também ter a denominação de cerômero.

As restaurações em amálgama são realmente tóxicas e, por isso, devem ser trocadas?

Existe muita discussão sobre o poder tóxico do mercúrio nas restaurações de amálgama. Provou-se que o aumento dos níveis de mercúrio no sangue e na urina pode estar associado à presença dessas restaurações, embora nenhum trabalho tenha conseguido relacionar o desenvolvimento de doenças sistêmicas causadas por mercúrio em pacientes com as restaurações de amálgama.

Quais são o melhor material e a melhor técnica?

Basicamente, a técnica direta serve para as pequenas restaurações e, quando a área a ser restaurada é muito extensa, a preferência cai sobre as indiretas; entretanto, as mais extensas podem ser feitas de modo direto, dependendo da indicação profissional. Na técnica indireta, a escolha entre cerâmica e cerômero dependerá das condições técnicas e também da preferência profissional, pois os comportamentos estético e funcional são extremamente semelhantes.

No momento da troca de uma restauração, é necessário um desgaste maior do dente?

Não necessariamente. Quando é feita a troca de uma restauração de amálgama por uma de resina composta direta, a cavidade obtida após a retirada do material antigo já é compatível com o novo material restaurador. Contudo, para receber uma restauração indireta, pode ser necessário um desgaste adicional de dente sadio para possibilitar a execução do trabalho. Nas trocas de uma restauração metálica indireta de ouro, por exemplo, dificilmente uma certa quantidade de dente sadio não vai ser sacrificada, pois são preparos com exigências diferentes. Esse desgaste maior do dente de maneira alguma irá prejudicá-lo, pois é feito para permitir uma harmonia entre o material restaurador e o dente.

Uma restauração de material na cor do dente tem a mesma durabilidade que uma restauração antiga?

Existem, na boca de pacientes, restaurações de amálgama, de ouro e de outros metais em bom estado e com desempenho funcional perfeito há mais de vinte anos, assim como existem restaurações em mau estado feitas há pouco tempo. As técnicas restauradoras estéticas atuais são relativamente novas se comparadas com a do amálgama e a das restaurações metálicas indiretas. Todavia, já temos acompanhamento clínico com excelentes resultados de restaurações estéticas. A durabilidade de uma restauração depende de uma série de fatores, alguns diretamente relacionados com o cirurgião-dentista e outros, com o paciente.

Dentes manchados por uma restauração de amálgama podem ser corrigidos com a troca?

O amálgama libera, ao longo do tempo, produtos que podem manchar o esmalte dental deixando-o acinzentado. Nesses casos, a troca melhora muito o problema estético sem, contudo, resolvê-lo completamente, pois seria necessária a retirada completa desse esmalte manchado para se conseguir uma perfeita solução estética.

Como é feita a manutenção das restaurações estéticas?

A manutenção das restaurações estéticas está inserida no contexto de manutenção da saúde bucal do paciente. O controle da higiene bucal, as profilaxias periódicas, como também as reavaliações clínicas do estado das restaurações prolongam a vida útil desses trabalhos. Pequenos reparos de possíveis falhas como manchamento superficial e pequenas fraturas podem ser realizadas com facilidade pela mesma técnica adesiva usada na confecção das restaurações estéticas.

Próteses

A perda de dentes pode ser provocada pela cárie, doenças das gengivas e por traumatismos. Quando faltam dentes, os que estão ao lado e os oponentes tendem a mover-se para o espaço livre provocando todo o tipo de desequilíbrios nas arcadas dentárias. Também se dá a reabsorção do osso alvéolar (desaparecimento, por absorção pelo organismo), que é o osso esponjoso onde estão implantadas as raízes dos dentes. Para restaurar as funções: mastigatória, estética e fonética, e minimizar os efeitos acima referidos, fazem-se as próteses dentárias.

As próteses dentárias podem ser removíveis (o paciente pode-as tirar sempre que o desejar), ou fixas (cimentadas no lugar com uma cola especial e só o dentista as poderá remover). Ambas as próteses podem ser parciais ou totais (as fixas só podem ser totais no caso de implantes). Passar a usar uma prótese dentária pode trazer algum desconforto inicial durante a fase de adaptação e exige alguma boa vontade do paciente que será naturalmente recompensado, passado este período inicial.

Certamente que o desconforto e a desvantagem da falta de dentes é muito superior e o paciente deverá ter isso em consideração. A opção por cada tipo de prótese depende de aspectos clínicos e econômicos.

Prótese Fixa
0 que é uma prótese fixa?

É a restauração parcial ou total da coroa de um dente, quando se denomina prótese fixa unitária, ou a substituição de um ou mais dentes perdidos, quando se denomina prótese parcial fixa (ou "ponte fixa"). Ao ser fixada sobre os dentes do paciente, previamente preparados para recebê-la, reabilita-o para mastigar, falar ou sorrir. Recebe o nome de "fixa" porque não pode ser inflamação removida pelo paciente ou pelo dentista, a menos que este a corte com o uso de brocas especiais.

Quais os tipos de materiais utilizados?

As próteses fixas podem ser só metálicas; metálicas revestidas por um material estético plástico ou cerâmico, da cor dos dentes; de cerâmica; e, finalmente, de resinas ou plasticos especiais.

Quanto tempo dura uma prótese fixa?


A durabilidade de uma prótese fixa depende de vários fatores: 1 - de um bom exame e planejamento prévios; 2 - da técnica e dos materiais utilizados; 3 - da fineza da adaptação da prótese aos dentes; 4 - da boa relação da prótese com os tecidos gerigivais; 5 - da justeza da sua oclusão, isto é, da sua harmonia com a função mastigatória. Tudo isso vai depender do grau de especialização do dentista e do seu protético, das condições de trabalho que o paciente oferece ao seu dentista e dos seus cuidados de manutenção da saúde bucal, para que a prótese dure mais de cinco anos, que é a vida média das próteses fixas.

Há necessidade de realização de tratamento de canal dos dentes de suporte?

Por princípio, não, pois o melhor elemento de suporte é aquele dente o mais íntegro na sua estrutura e com as gengivas e a polpa sadias. Porém, se há dúvidas quanto à saúde da polpa, indica-se o tratamento de canal, assim como para aqueles dentes que serão usados como suportes de ponte fixa mas estão muito inclinados, e o corte para ajustá-los ao eixo de inserção da prótese seria muito grande e danoso à integridade pulpar. Um bom tratamento de canal para esses casos evitaria problemas futuros que poderiam diminuir a durabilidade da prótese.

É difícil a limpeza? Causa mau hálito?

As próteses fixas unitárias, quando bem desenhadas e bem adaptadas marginalmente, comportam-se como dentes naturais na sua limpeza e exigem do paciente os mesmos cuidados, isto é, boa escovação na técnica e no tempo corretos, complementada pelo uso do fio ou fita interdental. Os portadores de pontes fixas necessitam de dispositivos especiais: passadores de fio dental, ou fios com a ponta endurecida, para a limpeza dos espaços protéticos. 0 mau desenho de uma prótese fixa, a má adaptação, o mau tratamento dado a materiais e a limpeza insuficiente podem permitir a retenção de detritos alimentares e bactérias, causando inflamação gengival e mau hálito.

O que justifica ser tão cara?

A primeira justificativa é o tempo de mão-de-obra clínica e laboratorial; a segunda é o valor da mão-de-obra especializada clínica e laboratorial: cada dentista ou protético tem o seu valor pelos critérios de qualidade final de sua prótese, fundamentados em seu conhecimento adquirido em estudos e muitos cursos, e em sua destreza e habilidade; a terceira é o valor dos materiais, equipamentos e processos necessários para a execução de qualquer prótese fixa.

Demora para ser executada?

Sim, demora. Um bom dentista não consegue fazer uma incrustação metálico-fundida, que é a prótese fixa mais simples, em uma única sessão, pois ela exigirá, no mínimo, de 3 a 4 sessões clínicas de 1 hora, e mais 3 sessões laboratoriais.

O resultado estético é bom?

Sim, no geral é bom. Mas há casos de grande perda óssea que dificultam a obtenção de uma estética excelente. Nesses casos, o tratamento tem como primeiro objetivo restabelecer a função da mastigação; como segundo, a durabilidade e, em terceiro lugar, a estética.

Eu fico sem os dentes durante o tratamento?

Não e não! Um bom dentista supre o seu paciente de proteção provisória adequada aos dentes preparados com substitutos plásticos fixados com cimento de baixa resistência, possibilitando-o a mastigar, falar e sorrir, satisfatoriamente, durante o tratamento.

Por que o dente perdido precisa ser substituído?

Os dentes, para funcionarem bem, precisam estar em equilíbrio nos arcos dentários superior e inferior, sempre submetidos a um sistema de forças oriundas dos músculos mastigadores, lábios, bochechas e língua. A perda de um só dente desequilibra esse sistema de forças, e os dentes movimentam-se migrando para compensar a perda. E espaços são criados, desníveis acontecem e a mastigação e a estética sofrem. Os dentes precisam ser recolocados porque eles fazem parte de um todo: o sistema mastigatório.

Orientações sugeridas por Silas da Cunha Ribeiro - Professor Associado Livre-Docente da FOUSP e Especialista em Prótese. 
REVISTA DA APCD V. 49, Nº 4, JUL./AGO. 1995


Parcial Removível
0 que é Prótese Parcial Removível (PPR)?

É um aparelho protético que substitui os dentes naturais, perdidos em arcadas nas quais ainda permanecem alguns dentes naturais, portanto, com perda parcial de dentes. E chamada de removível porque pode ser retirada pelo portador no momento que este desejar.

Pode-se, em todas as situações, optar entre PPR e Prótese Parcial Fixa (PPF)?

Não. Existem situações ideais para cada tipo de aparelho. De um modo geral, as PPRs são indicadas para casos de perda de um número grande de dentes e, principalmente, quando ausentes os últimos dentes (dentes posteriores).

Qual a mais cara?

A Prótese Parcial Fixa é, quase sempre, mais cara. Isso não quer dizer que, por ser mais barata, a PPR não mereça a mesma atenção e os mesmos cuidados na sua execução.

Como este aparelho se fixa na boca?

Através de grampos "semiflexíveis" metálicos apoiados em dentes naturais (dentes pilares) e por um perfeito assentamento do aparelho sobre a gengiva das áreas desdentadas.

É possível eliminar os grampos metálicos a fim de torná-la imperceptível?

Toda PPR convencional necessita de grampos. Para eliminá-los, seria necessário um aparelho removível que se adapte através de encaixes (attachments) colocados em coroas protéticas cimentadas sobre alguns dentes naturais remanescentes. Essa prótese, é mais indicada quando a estética é fundamental. Ela possui custo mais elevado e técnicas sofisticadas para sua execução.

Os grampos estragam os dentes naturais?


Não. Eles devem ser feitos com técnicas corretas e o portador deve higienizá-los cuidadosamente, bem como os dentes naturais e o aparelho, pois o que causa a cárie é a placa, bactérias que se fixa no dente natural e nas superfícies dos grampos. Sem a presença dessa placa bacteriana, o dente se manterá sadio (com grampos).

Como deve se fazer para higienizá-los?

A prótese deverá ser removida para limpeza sempre após a ingestão de alimentos. Deve-se utilizar escovas especiais que facilitem a limpeza das superfícies internas - por exemplo, escova cilíndrica, do tipo usado para limpeza de armas. Remover bactérias, fungos e restos de alimentos do aparelho é tão importante quanto a limpeza dos dentes naturais.

Para todo paciente portador de próteses, é necessário fazer visitas periódicas ao dentista, já que é considerado paciente dentado. De uma forma profissional, é preciso verificar o funcionamento da prótese e fazer a higienização dos dentes e do aparelho.

Qual a eficiência mastigatória da PPR?

Uma PPR é mais eficiente na mastigação quando o seu número de dentes artificiais é pequeno, quando é dento-suportada, isto é, quando existem dentes naturais nos dois extremos vizinhos ao espaço desdentado, e quando os dentes do arco antagonista são naturais ou próteses fixas.

É fácil se adaptar a elas?

Sim, quando ela for bem executada e o portador tiver um mínimo de paciência para a adaptação e acomodação.

Deve-se retirar a PPR para dormir?

Não, desde que ela apresente condições de retenção, suporte a estabilidade e não esteja causando nenhum desconforto aos dentes ou aos tecidos gengivais.

Quanto dura uma PPR?

Por depender de muitos fatores que fogem controle do dentista, fica difícil fazer tal previsão, mas se conhecem muitos aparelhos com mais de dez anos em uso. Boa indicação, boa execução, cuidados caseiros e revisões periódicas serão fundamentais para conseguir tal longevidade.

Orientações sugeridas por Edison Sarti - Especialista em Prótese Dental e Professor Assistente de Prótese Parcial Fixa e Removível da Universidade São Francisco. 
REVISTA DA APCD V. 50, Nº 2, MAR./ABR. 1996


Prótese Total
Prótese Removível
Qual é o melhor tipo de dentes?

É difícil estabelecer regras fixas para a escolha de dentes de porcelana ou de resina acrílica. Atualmente, a maioria dos profissionais prefere os de resina acrílica, pois apresentam como:
Vantagens: - não produzem ruídos quando o paciente mastiga ou fala; 
- o perigo de fratura é menor; 
- facilidade para ajustes oclusais.

— a mudanças de forma e de cor; - maior cuidado na limpeza; - desgaste com o tempo de uso.
— estabilidade da cor; - facilidade de limpeza; - o desgaste é clinicamente insignificante.

Desvantagens: - produzem ruídos quando o paciente mastiga ou fala; - abrasão nos dentes naturais opostos; - perigo maior de fraturas.

Qual o tempo de duração de uma dentadura?

A cada 5 anos, o paciente deverá procurar o seu cirurgião-dentista, para uma análise criteriosa para confecção de novas dentaduras. Estética, harmonia facial, desgaste dos dentes, envelhecimento precoce, falta de retenção, reabsorção óssea, dores em algumas áreas são alguns itens importantes para indicação ou não de uma nova dentadura.

Quanto tempo é necessãrio para se acostumar às dentaduras?

A dentadura inferior leva 4 vezes mais tempo que a superior. Quanto mais tempo você empregar na mastigação, melhor será a adaptação. Não coma porções grandes de alimentos no princípio. Divida os alimentos em pequenas porções. Você terá dor e desconforto no começo; se aparecerem pontos dolorosos ou "calos" procure seu dentista, que lhe dará alívio necessário.

Que tipo de alimentos devo comer?

Coma somente alimentos macios e cremosos nos primeiros dias; à medida que for progredindo, coma alimentos mais sólidos e mastigue vagarosamente e por igual a fim de controlar a dentadura e a pressão das gengivas ao morder.

É difícil falar com as novas dentaduras?

Se você tem tendências de misturar as palavras, ou parece difícil, pratique falando em voz alta em frente ao espelho. Normalmente, rapidamente se aprende a falar com a nova prótese.

Por que as dentaduras "machucam"?

Quase sempre elas irão provocar pequenas ulcerações na sua gengiva. É muito difícil fazer dentaduras que não traumatizem a fibromucosa, provocando dores. Quase sempre é necessário realizar controles posteriores, desgastes, ajustes oclusais etc.; não esquecer que as dentaduras são duras, rígidas e o tecido da gengiva é muito delicado e sensível.

0 que fazer com a sensação de "boca cheia"?

Para diminuir seus efeitos, engula com mos freqüência, e, depois de alguns dias, seu organismo se adaptará às novas condições. Os músculos dos maxilares, dos lábios, assim como a língua, ajudam a manter a dentadura no lugar.

Quando as dentaduras provocam náuseas e enjôos, o que fazer?

0 melhor remédio é usá-las o maior tempo possível. Esse reflexo passará logo. Seu dentista pode ajudar verificando a extensão da base e a adaptação no céu da boca.

Devo dormir com as dentaduras?

Muitos usam suas dentaduras artificiais durante as 24 horas; no entanto, se sentir dificuldades porque acorda com dor na boca, ou elas soltam à noite, melhor dormir sem elas.

Como limpar as dentaduras?

Sempre que se alimentar, fazer o possível para lavar as dentaduras por meio de escovas macias. Não usar pó para polir, eles podem conter cáusticos alcalinos, ácidos ou partículas, os quais podem arranhá-la. 0 acúmulo, de antigas partículas pode dar mau odor. Uma dentadura que não está limpa nunca é confortável. A melhor maneira de evitar o acúmulo de tártaro é não deixar que se deposite.

Devo usar produtos de fixação?

Quase sempre não há necessidade de pó adesivo; deve-se usá-lo somente a conselho do seu dentista.


Muitos pacientes não ficam satisfeitos com a retenção das suas dentaduras; começam por conta própria ou por informação de outros a usar pó adesivo; porém, com a pressão aumentada, a gengiva se reabsorve, se contrai mais rapidamente e as dentaduras ficam cada vez mais frouxas, precisando se aumentar cada vez mais e a quantidade desses "produtos ditos milagrosos".

Orientações sugeridas por José Valdes Conti - Professor Titular do Depto. de Prótese Dentária. Coordenador do Curso de Especialização em Prótese Dentária da FOB-USP. 
REVISTA DA APCD V. 49, Nº 5, SET./OUT. 1995

Endodontia

Tratamento Endodôntico
0 que é tratamento endodôntico?

É a remoção do tecido mole que se encontra na parte mais interna do dente (câmara e canal), e que recebe o nome de polpa. Esta pode estar sadia ou infectada e, ao ser removida, é substituída por um material obturador.

Quais são os sintomas mais característicos para se indicar o tratamento endodôntico?

Dor espontânea - isto é, o dente começa a doer sem estímulo - de forma latejante, não muito bem localizada e que aumenta com o calor. Nesse caso, a polpa ainda está viva, porém inflamada, e o uso de analgésicos não resolve.

Já quando há morte da polpa, geralmente a dor é bem localizada, havendo sensação de "dente crescido" e dor ao mastigar. 
Além disso, ao se abaixar a cabeça, tem-se a sensação de que o dente "pesa".

Sempre que um dente dói, deve receber tratamento endodôntico?

Não. Os dentes podem ter resposta dolorosa a qualquer estímulo fora do normal: frio intenso, calor intenso, doce e salgado. Esses sintomas são observados em dentes cariados, em dentes com. o colo exposto (retração das gengivas) e em dentes submetidos a carga intensa (durante a mastigação). Nesses casos, removendo-se a causa, cessa a sensibilidade.

Em quantas sessões se faz um tratamento endodôntico?

Quando a polpa é viva e sem inflamação, uma sessão é suficiente; polpa viva e inflamada, 2 sessões. Com polpa mortificada, são necessárias mais sessões.

O tratamento é muito dolorido?

Com o uso da anestesia, o tratamento é indolor e, às vezes, nos casos de polpa mortificada, nem é preciso anestesiar. Pode ser desconfortável por ser necessário permanecer muito tempo com a boca aberta.

O tratamento é muito dolorido?

Com o uso da anestesia, o tratamento é indolor e, às vezes, nos casos de polpa mortificada, nem é preciso anestesiar. Pode ser desconfortável por ser necessário permanecer muito tempo com a boca aberta.

Após as sessões de tratamento, é comum sentir dor?

Não. 0 que pode acontecer nas primeiras 48 a 72 horas é ficar com uma sensação dolorosa decorrente da aplicação do anestésico e da manipulação do dente, que pode ser resolvida pela ingestão de analgésicos tipo AAS.

Um dente já tratado pode receber novamente tratamento endodôntico? Em que casos isso é necessário?

Sim, geralmente quando, no primeiro tratamento, não foi possível seguir os padrões exigidos: limpeza (remoção de todos os microorganismos), preenchimento hermético do canal com o material obturador etc. Essas incorreções podem provocar lesões na ponta da raiz (periápice) do tipo abcessos e lesões crônicas.

Este tratamento é completamente eficiente?

Sim, desde que bem executado e que os outros procedimentos que reconstituirão o dente, como restauração, coroas, incrustações, tratamento gengival etc., também sejam bem executados.

0 dente morre depois do tratamento?

Não, pois todo o suporte desse dente permanece vivo: osso, membrana periodontal (fibras que fixam o dente ao osso) e cemento (camada que recobre as raízes). 0 inconveniente é que, como é a polpa que confere sensibilidade ao dente, se o mesmo for novamente atacado por cárie, isso não será percebido devido à ausência de sensação dolorosa.

Outro possível problema é que o dente toma-se mais frágil, e isso deve ser levado em conta no momento da execução da restauração definitiva, que, nesse caso, deve ter características diferentes.

Sempre que se trata o canal o dente escurece?

Não. 0 que acontece é a perda do brilho, o que dá um aspecto mais amarelado. 0 escurecimento acentuado só acontece quando o dente sofre uma hemorragia ou mortificação pulpar antes do tratamento ou, então, por erro técnico.

0 que poderá ocorrer se o tratamento endodôntico não for realizado?

Poderá se desenvolver uma lesão na região apical (infecção na raiz e nos tecidos vizinhos), que poderá ter conseqüências mais sérias, como dor intensa, inchaço, febre e bacteriemia (bactérias na corrente sangüínea). A única solução a partir daí poderá ser a extração do dente.

Orientações sugeridas por Christa Feller - Professora Responsável pela Disciplina de Endodontia da Faculdade de Odontologia da Uniceb - Santos e Coordenadora do Curso de Especialização em Endodontia da EAP - APCD. 
REVISTA DA APCD V. 49, Nº 2, MAR./ABR. 1995

Periodontia

Doença Periodontal
Periodontite
0 que é periodonto?

É o conjunto de tecidos que está ao redor do dente e que é responsável pela sua fixação: gengiva, osso alveolar e fibras que ligam raiz ao osso.

0 que é Doença Periodontal (DP)? É a mesma coisa que gengivite?

É o comprometimento dos tecidos periodontais pelo processo inflamatório, que leva à reabsorção do osso que está ao redor das raízes dos dentes, enquanto que, na gengivite, não há alteração óssea, pois a inflamação só atinge a gengiva.

Como posso saber se já tenho a DP?

0 sinal mais característico é o sangramento, mas devemos estar atentos também para: alterações na posição dos dentes, mobilidade, retrações gengivais, retenções de alimento, inchaço etc.

Ao perceber sangramento durante o uso do fio dental, devo suspender esse procedimento de limpeza?

Não, desde que esteja passando o fio corretamente. 0 sangramento denota a presença de bactérias nessa região e, dessa forma, é conveniente continuar com o uso do fio na tentativa de removê-las.

Existem medicamentos indicados para o tratamento?

Não é possível o tratamento desta doença somente com medicamentos, sejam estes locais ou sistêmicos. A placa bacteriana aderida ao dente tem que ser removida mecanicamente.

Qual a causa da DP?

A placa bacteriana aderida ao dente é a única causa, porém algumas alterações na gengiva podem estar associadas a causas hormonais, uso de alguns medicamentos, queda de resistência etc.

Corno o tratamento é realizado pelo cirurgião-dentista?

É feito com a remoção da placa bacteriana aderida através de raspagem e alisamento das raízes dos dentes. Quando os instrumentos de raspagem não atingem toda área da raiz comprometida, as cirurgias são indicadas; para facilitar o acesso.

Uma vez tratada a doença, os tecidos recuperam-se integralmente?

Não, sempre ficam seqüelas, com exceção das gengivites. A doença periodontal deixa como seqüelas alterações estéticas como: deslocamento na posição do dente, retração gengival com conseqüente aumento no comprimento do dente etc. Existem procedimentos cirúrgicos e protéticos que podem miminizar esses defeitos.

De quando em quando se fazem os retornos para a manutenção após o tratamento?

As visitas para manutenção devem assegurar a estabilidade da condição de saúde alcançada com o tratamento e, assim, evitar tanto a o progressão da doença como a sua recidiva.

Nos casos mais avançados, recomenda-se uma periodicidade de 3/3 meses e de 4/6 meses para a maioria das pessoas.

E possível prevenir esta doença?

A sua prevenção pode ser feita unicamente removendo a placa bacteriana através de limpeza bucal doméstica com fio dental e escova, mais limpezas periódicas feitas pelo dentista. 
Prevenção: Limpeza bucal doméstica + Limpeza profissional de 6/6 meses.

Orientações sugeridas por Cid Ferraz - Pós-graduando em Periodontia pela Universidade de Oslo - Noruega - e por Leda Viegas Garbino - Especialista em Periodontia. REVISTA DA APCD V. 48, Nº 6, NOV./DEZ. 1994

Orientações ao Paciente

Escovar os dentes

Cuidados com a escova dental.

A escova de dentes requer cuidados especiais como lavar as mãos antes da escovação e usar o tamanho de cabeça compatível. No caso das crianças, recomenda-se escovas de cerdas macias, cabo anatômico, boa empunhadura e poucas reentrâncias. Devem ser evitados cabos com desenhos e muitos detalhes que possam acumular resíduos e bactérias. As pasta de dentes também merecem atenção.

No caso das crianças menores, o uso deve ser mínimo, já que elas engolem de 30% a 70% do produto e o excesso de flúor no organismo pode provocar manchas permanentes no dente. Pelo mesmo motivo, devem ser evitadas as pastas "saborosas". Os pesquisadores afirmam que o melhor local para guardar a escova dental é dentro do armário, longe das bactérias e insetos que podem circular por um banheiro. Após o uso deve-se lavar bem a escova e eliminar o excesso de água com uma pequena batida no canto da pia. Enxugá-la na toalha não é adequado.

Dizem que o ideal é trocar de escova a cada dois ou três meses, mas no caso de crianças pequenas (que às vezes mordem as cerdas, o cabo), o melhor é a troca mensal. O estudo também recomenda a aplicação de um desinfetante na escova. "Anticépticos ou enxaguantes bucais são uma boa opção e podem ser borrifados na escova antes de ser guardada". Depois, com uma lavagem se retiram as bactérias mortas.

FONTE: USP Online


Piercing

Piercing na boca causa retração da gengiva, diz estudo.

Quanto mais tempo as pessoas usam piercings, pior é a retração das gengivas, segundo uma pesquisa feita pela Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos. A equipe de cientistas disse que pessoas com piercings nos lábios são muito mais propensas a ter retração das gengivas do que aquelas sem piercing.

A retração pode causar a perda de dentes e está associada com várias doenças na gengiva. Os pesquisadores de Ohio descobriram que a profundidade média da retração das gengivas nas pessoas com piercings é mais do que o dobro da profundidade de retração naquelas que não os usam.

Dimitris Tatakis e sua equipe apresentaram os resultados de suas pesquisas na conferência da Associação Internacional e Americana para Pesquisa Odontológica. Fricção

O professor Jimmy Steele, da Escola de Odontologia da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, disse que aqueles que têm (ou estão considerando fazer) piercings na boca deveriam levar em consideração os resultados da pesquisa.

"O metal do piercing entra em fricção com a gengiva junto à parte mais fina dos dentes, fazendo a gengiva retrair", disse o professor.
"Uma vez que isso acontece, a gengiva não volta a crescer, causando dificuldades para sua limpeza. Por isso as pessoas ficam mais propensas a contrair doenças da gengiva”.

"O efeito é bem localizado, e por isso somente um ou dois dentes são afetados. Mas normalmente são os dentes da frente, que as pessoas não necessariamente querem perder”.
O professor disse que o problema é maior para aqueles que usam piercings há muito tempo.
Ele disse que tirar o piercing durante a noite e ter certeza de que os dentes estão bem limpos pode diminuir o risco de complicações.

Em 2003, a Associação Odontológica Britânica também alertou em seu boletim oficial dos riscos dos piercings nos lábios.

Cada vez mais populares, os piercings na boca podem causar infecções e reações perigosas e possivelmente causar doenças que podem levar até à morte, segundo a associação.

Rinite Alérgica

Rinite alérgica afeta posição dos dentes.

Crianças que sofrem de rinite alérgica são sérias candidatas a usar aparelho ortodôntico. A inflamação das mucosas do nariz não afeta diretamente a dentição, mas geralmente causa obstrução nasal. Com o nariz "entupido", a criança respira pela boca, e isso pode provocar má oclusão (posicionamento inadequado) dos dentes.



A ortodontista Cláudia Feitosa de Souza da Cunha Cintra concluiu que essa consequência da rinite é frequente. Para sua tese de mestrado, defendida na Faculdade de Medicina da USP, ela analisou 76 crianças, de sete a 14 anos, com rinite. Entre elas, 68% apresentam apinhamento dentário (dentes desalinhados) e 58%, bruxismo (ranger de dentes durante o sono).



Se a criança respira pelo nariz, o ar exerce pressão sobre o palato --o céu da boca. Se a respiração é bucal, não há pressão, e o palato tende a ser mais profundo, o que altera a posição das maxilas --ossos nos quais os dentes estão fixados-- e da dentição, explica Cintra.



O bruxismo também está associado à respiração pela boca. A rinite alérgica pode causar um edema que fecha a tuba auditiva, dando a sensação de ouvido "tampado". De dia, a tuba auditiva permanece aberta graças à mastigação, à deglutição e aos bocejos. Durante o sono, engolir saliva evita que a tuba se feche. Respirar pela boca, porém, causa ressecamento. Com menos saliva, a criança range os dentes para manter a tuba aberta.

O edema nasal provocado pela rinite é outro fator de risco para problemas ortodônticos, pois prejudica a circulação sanguínea, diz Cintra.

Os ossos alveolares, que dão suporte à raiz dos dentes, recebem menos sangue, o que pode adiantar ou atrasar a troca da dentição e fazer com que os dentes permanentes se desalinhem. Além disso, o edema nasal propicia o aparecimento de olheiras, porque o sangue se acumula na região sob os olhos.

Cintra alerta que a má oclusão dentária em crianças com rinite alérgica não é solucionada apenas com um aparelho ortodôntico. Segundo ela, a criança deve ser tratada também por um otorrino ou um alergologista para diminuir os edemas e normalizar a respiração.

Tabagismo

Tabagismo e etilismo são causas do câncer bucal.

“Quando a pessoa usa o tabaco e o álcool, a probabilidade do desenvolvimento do câncer de boca aumenta muito”. A afirmação é da professora de Patologia Bucal da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), Andréa Mantesso. Câncer de boca é um nome genérico para todas as neoplasias malignas da boca. Entre elas, a mais comum é conhecida como Carcinoma Epidermóide, que responde por mais de 90% dos casos no Brasil. Esse carcinoma incide principalmente em três locais: no lábio inferior - causado pelo sol -, na região lateral da língua (borda lateral) e sob a língua no chamado assoalho bucal – esses dois últimos causados pelo tabagismo e pelo etilismo.

Uma pesquisa feita no Brasil mostra que mais de 90% das pessoas com câncer de boca fumavam e usavam álcool. O álcool potencializa a ação dos carcinógenos do cigarro. O cigarro tem mais de 4.700 substâncias tóxicas, entre elas a nicotina que causa a dependência, e o alcatrão, que possui numerosas substâncias cancerígenas (em torno de 48), que podem levar a formação do câncer.

Estudos mostram que o câncer bucal atinge mais indivíduos do sexo masculino acima dos 40 anos de idade. Contudo, os números estão mudando, pois a quantidade de mulheres que fazem uso do tabaco e do álcool é crescente, assim, o número de casos de câncer de boca no sexo feminino tem aumentado muito com o passar dos anos.

Em algumas regiões do mundo, a doença tem alguns traços diferentes. Na Índia, por exemplo, onde as pessoas têm o hábito de mascar tabaco o câncer acontece numa idade mais precoce e com características clínicas diferentes. Em relação ao Brasil, uma verdade é que o câncer de boca atinge mais pessoas de baixa renda e o diagnóstico em geral ocorre em fase tardia, onde as lesões são maiores e muitas vezes já comprometeram estruturas importantes, piorando o prognóstico, garante a professora Andréa.

Diagnosticar uma lesão com potencial de se transformar em câncer, ou mesmo diagnosticar o câncer já instalado em estágio inicial é muito importante. Isso pode ser feito com auxílio profissional ou através do auto-exame. “O auto-exame nada mais é do que a observação dos lábios e do interior da boca, prestando bastante atenção em regiões específicas, como na borda lateral da língua, no assoalho bucal e no lábio inferior”.Explica a professora. O câncer em geral não dói e pode aparecer no auto-exame como uma área ulcerada em geral de base fixa, uma mancha branca, uma mancha vermelha ou a mistura desses aspectos. 

As lesões cancerizaveis também podem se apresentar dessa forma. “Identificar as lesões pré-malignas ou o câncer num estágio precoce é o ideal e o dentista tem um papel muito importante na identificação destas alterações. O diagnóstico nas fases iniciais dessas lesões leva à cura dessa doença”, afirma Andréa. Ela diz, no entanto, que o tratamento varia de caso para caso.

No Brasil, a maioria dos casos de câncer de boca é diagnosticada entre 3 e 12 meses após o indivíduo perceber as primeiras manifestações. Tendo em vista que no início a lesão é assintomática, neste momento, em geral, o tumor já está grande e comprometendo estruturas importantes.

A professora acredita que essa demora no diagnóstico se deve em parte à falta de informação. Assim, é importante saber que o câncer começa a se formar muito tempo antes de aparecer e, muitas vezes, uma pessoa tem uma lesão pré-maligna e pode passar muitos anos até desenvolver o câncer. Além disso, muitas vezes o paciente tem receio de procurar o profissional por medo de que tenha algo grave. “Você fala vamos fazer uma biópsia e a pessoa já acha que esta com câncer”, diz Andrea.

Os vários tipos de câncer de uma maneira geral têm um papel hereditário muito forte. O câncer de mama é um exemplo muito claro disso, “se a avó teve e/ou a mãe teve, a filha muito provavelmente tem a tendência, então ela tem que se cuidar”, diz a professora. Já o câncer de boca está mais vinculado a fatores externos, encontrados, por exemplo, em carcinógenos do cigarro ou na exposição a raios ultravioletas. Outras condições como a desnutrição e a anemia por deficiência de ferro também podem influenciar na formação do tumor.

Sobre pesquisa publicada na revista NewScientist que vincula o vírus HPV ao câncer de boca, a professora diz: “o HPV é uma família de vírus e os tipos 16 e 18 estão mais vinculados ao desenvolvimento de neoplasias no colo de útero. Essa pesquisa que foi publicada, mostra que com a prática do sexo oral é possível a inoculação do vírus na boca”.

No entanto ela garante que isso é algo que ainda não está muito esclarecido na literatura científica, pois não se sabe ao certo qual é o papel do vírus, “não se sabe ao certo se ele está mais vinculado na formação do tumor ou apenas associado de forma secundária”. Enfim, são necessários estudos mais apurados a esse respeito.

A professora recomenda que as pessoas não fumem e que não exagerem no álcool e na exposição solar. Além disso, é importante que as pessoas examinem a boca. “É comum a pessoa se olhar no espelho, ver o rosto, o cabelo, a parte estética em geral e esquecer de olhar dentro da boca. É preciso que as pessoas se cuidem, que tenham hábitos saudáveis de alimentação e higiene e que olhem para os lábios e para dentro da boca, e se porventura verificarem alguma alteração, é importante que elas saibam que devem procurar ajuda profissional”.

O indivíduo deve consultar o dentista sempre que sentir necessidade, e não só quando estiver com dor ou com alguma restrição, pois o câncer de boca em geral não dói. Muitas vezes a pessoa consulta o profissional quando já está com dificuldade para falar, deglutir, formigamento no rosto etc. Nesses casos o câncer já invadiu estruturas profundas e o tratamento e o prognóstico já estão comprometidos.

A FOUSP possui uma liga de prevenção e diagnostico do câncer bucal onde são feitos exames e, além disso, também faz campanhas de diagnóstico. Mais informações sobre isso podem ser adquiridas na Odonto Jr localizado na Av. Professor Lineu Prestes, 2227, ou através dos telefones 3091-7727 / 3816-4163

FONTE: Verónica Ramos / USP Online

Placa de Mordida

O que é a placa de mordida?

É um aparelho confeccionado em acrílico que é colocado sobre os dentes e que apresenta três funções principais: a primeira é a de proteger os dentes de se desgastarem em pacientes que apresentam parafunção, como o bruxismo (hábito de ranger dentes); a segunda é a de aliviar as articulações temporomandibulares (localizadas em frente aos ouvidos) contra as forças excessivas que se formam durante a parafunção; e a terceira é a de induzir o relaxamento da musculatura, o que ocorre em apenas alguns casos.

Qual é a sua indicação?

A placa de mordida tem várias indicações. A mais comum é para pacientes que apresentam bruxismo, com a finalidade de proteger os dentes do desgaste. Outra indicação importante é para pacientes que têm problemas nas articulações temporomandibulares e podem apresentar estalidos e travamento.

Como deve ser utilizada?

A utilização da placa depende do diagnóstico. Para os pacientes que rangem os dentes à noite, o seu uso deve ser predominantemente noturno.

Como deve ser a conservação da placa de mordida?

De manhã, a placa deve ser limpa com escova macia e sabonete ou pasta dental e mantida dentro de um recipiente apropriado, com algodão umedecido.

A placa resolve o problema da articulação temporomandibular?

Não. O ato de ranger e apertar os dentes pode ser controlado ou reduzido com o uso da placa de mordida, mas a resolução do problema ocorrerá com o passar do tempo, independentemente do uso da placa. Os problemas articulares poderão ser “acomodados” com a utilização da placa, pois são de auto-resolução e a placa será o agente responsável por reduzir os sintomas. Atualmente, considera-se a utilização da placa como um dos meios de controle dos problemas temporomandibulares. Outros meios de tratamento como fisioterapia, medicação e controle de estresse são também utilizados.

Quando deve ser substituída?

Caso tenha sido confeccionada apropriadamen te a mesma placa pode ser utilizada durante todo o tratamento (aproximadamente 6 meses). Porém, se o tratamento se prolongar por mais tempo, se a placa fraturar, ficar amarelada ou com deposição de tártaro, ela deverá ser substituída.

Quando a placa é indicada para dor de cabeça?

A dor de cabeça pode ter inúmeras causas distintas. Feito o diagnóstico e constatada que a dor é de origem muscular ou articular, a placa pode ser um coadjuvante no tratamento, sendo que, geralmente, há também necessidade de medicamento ou fisioterapia.

A placa deve ser mole ou dura?

Pode ser confeccionada em acrílico ou silicone. A placa de silicone é mais confortável, porém seus efeitos são menos controláveis e, por serem mais porosas, retêm mais bactérias e podem causar mau cheiro. Portanto, a placa de acrílico é a mais indicada na maioria dos casos.

Por quanto tempo a placa deve ser utilizada?

A maioria dos problemas de desordem temporomandibular e dor orofacial pode ser controlada em um período médio de 6 meses de uso noturno. Entretanto, em alguns pacientes, devido a fatores como bruxismo exagerado, depressão e estresse, a placa poderá ser utilizada por um período mais prolongado, sob controle periódico do dentista.

A placa de mordida necessita de manutenção?

Conforme a musculatura relaxa ou a placa se desgasta, a oclusão se modifica, devendo, então, ser ajustada periodicamente.

Fonte: Revista APCD

Cárie Dentária

O que é a cárie?
Cárie

A cárie é uma doença transmissível e infecciosa. Ela acontece quando há a associação entre placa bacteriana cariogênica, dieta inadequada e higiene bucal deficiente. Quando o açúcar entra em contato com a placa bacteriana, formam-se ácidos que serão responsáveis pela saída de minerais do dente.

O que é placa bacteriana?

A placa bacteriana é uma espécie de película composta de bactérias vivas e de resíduos alimentares que se depositam sobre e entre os dentes. Ela é cariogênica quando bactérias capazes de causar a doença cárie estão presentes na sua composição.

Meus dentes podem ser pouco resistentes à cárie?

Existem algumas doenças que podem alterar a composição dos dentes, levando à má-formação dentária. Além disso, todos os dentes são mais susceptíveis à cárie quando erupcionam, pois ainda não estão com a calcificação completa. Isso só será um problema se houver acúmulo da placa bacteriana cariogênica sobre os dentes, pois esta permitirá que a lesão se inicie. Indivíduos com deficiências físicas ou mentais que apresentam dificuldades na limpeza dos dentes devem ser supervisionados durante a escovação. Portanto, independentemente de os dentes serem mais ou menos resistentes, o importante é que a limpeza dos dentes seja realizada de maneira adequada.

Quais são os alimentos mais cariogênicos? Há alimentos que protegem contra a cárie?

Os alimentos mais cariogênicos são os que apresentam açúcar na sua composição: os doces, as balas, os caramelos, os chocolates, os chicletes e os refrigerantes são exemplos desses alimentos. Existem alguns alimentos que escondem o açúcar na sua composição, como a mostarda e o ketchup. Todos esses alimentos podem ser consumidos, mas de maneira racional, isto é, junto às principais refeições, seguindo-se a escovação. A freqüência líquidos e xaroposos, portanto, após ingeri-los, é preciso escovar os dentes. A ingestão de farináceos e salgadinhos, principalmente entre as refeições, é um hábito considerado pouco saudável, quando se pensa em prevenção da doença e, portanto, deve ser evitado. Por outro lado, existem alimentos como o queijo e o leite que são considerados protetores dos dentes. Eles apresentam alto conteúdo de cálcio e fosfatos, que protegem contra a desmineralização do dente.

Como posso saber se tenho cárie?

A identificação das lesões de cárie pode ser feita através da visão direta dos dentes e do emprego do fio dental. Antes de observar a superfície dentária, há necessidade de remoção da placa bacteriana que a recobre. Portanto, você deve fazer o auto-exame após escovar seus dentes e em local bastante iluminado. Essa doença se estabelece antes de as cavidades serem vistas nos dentes. Portanto, procure alguma alteração de cor como manchas brancas ou acastanhadas na parte superior dos dentes (sulcos e fissuras) e entre os dentes. Em um estágio mais avançado da doença, as manchas podem evoluir para cavidades e os sintomas já começam a aparecer: dor quando mastigamos alimentos doces ou quando bebemos algo quente ou gelado, causando desconforto e mau hálito. O fato de o fio dental ficar preso entre os dentes também pode ser um sinal de lesão de cárie.

Como posso combater ou prevenir essa doença?

Controlando os fatores que podem ajudar no aparecimento das lesões de cárie. Dentre esses fatores, podem ser citados: evitar a ingestão de alimentos açucarados – caso não seja possível, você deve ingeri-los junto às principais refeições – e limpar os dentes de maneira adequada, utilizando escova, fio dental e pasta de dente com flúor. O flúor é um importante auxiliar no combate à cárie pois previne a desmineralização, isto é, a saída de minerais do dente e favorece a remineralização, que é a entrada de minerais em pequenas lesões de cárie (lesões de manchas brancas ou acastanhadas opacas), antes que elas se tornem cavidades. A limpeza deve ser realizada sempre após as principais refeições e antes de dormir. É importante visitar seu dentista regularmente para que ele possa, através do exame clínico, controlar sua saúde bucal e orientar sobre qualquer dúvida que possa surgir com relação à mesma.

Existe vacina para a cárie?

Apesar dos estudos feitos até agora, não podemos contar com uma “vacina” que previna a cárie dentária.

Texto extraído da revista da APCD da coluna Orientando o Paciente.

A chupeta

Dormir com chupeta reduz riscos 
de morte em bebês, revela pesquisa: Bebês que dormem chupando chupeta têm 90% menor de risco da chamada "morte no berço" (cot death), de acordo com estudo publicado no início deste mês pelo British Medical Journal. Foram comparados 185 casos da “síndrome da morte súbita na infância” com 312 bebês saudáveis levando-se em conta os fatores de risco. O estudo constatou que o benefício é ainda maior para crianças que dormem de forma "inapropriada", como de barriga para baixo; na cama com a mãe; ou que vivam em ambientes em que os pais fumam.

A incidência de "mortes no berço" tira a vida de 300 bebês (até 1 ano) todos os anos, na Grã-Bretanha. Na Califórnia (EUA), segundo a pesquisa norte-americana realizada pela organização Kaiser Permanente, de prestação de serviços em saúde, 1 em cada 2 mil bebês é vítima de "morte no berço".

O estudo diz: “Se todos os bebês usassem chupeta, o risco desse tipo de ocorrência cairia para 1 em cada 20 mil”. Os pesquisadores dizem que a chave para se entender o processo pode estar no fato de que as chupetas costumam ter uma alça externa grande, o que ajudaria o bebê a não vedar sua fonte de captação de ar ao afundar o rosto na roupa de cama.

No artigo no British Medical Journal, os pesquisadores afirmam ainda que usar a chupeta ajuda no desenvolvimento da parte do cérebro que controla o funcionamento do sistema das vias respiratórias superiores.

A Fundação para o Estudo de Mortes na Infância recomenda que um bebê que utilize chupeta regularmente deve continuar com esta prática. Dois estudos publicados em 2000 mostraram que os bebês acostumados a usar chupeta, mas abandonam pelos mitos que existem em torno do uso do acessório, correm um risco maior de "morte no berço" nas noites em que não as utilizam.

Fonte: OdontoBrasil.net

Síndrome de Sjögren - Secura da Boca

Você pode desenvolver mudanças em sua boca como resultado da Síndrome de Sjögren e da secura a ela associada.
Esta folha informativa ajudará você a:
 1. Reconhecer essas mudanças;
 2. Prevenir-se de algumas delas;
 3. Viver mais confortavelmente mesmo quando elas ocorram.

O que é a Síndrome de Sjögren?

A S.S. é uma desordem do sistema imunológico, o qual cuida das defesas corpóreas contra doenças. Uma alteração na função das células brancas é responsável por esses efeitos. Essas células brancas ou linfócitos invadem as glândulas lacrimais, salivares assim como outras glândulas produtoras de muco, causando a cessação da produção de muco. Outras partes do corpo também podem ser afetadas.

O que eu posso esperar?

1. Você terá menos saliva: A saliva tem uma série de funções: ajuda na digestão, na limpeza e proteção dos dentes e gengivas e ajuda a articular corretamente. A S.S. causa a diminuição ou perda total de toda produção de saliva. Com menos saliva, sua beca secará. Comer e falar será mais difícil. Sua Prótese total (dentadura) não estará tão bem adaptada e lhe causará algum desconforto. Pode ser que seu dentista recomende a interrupção no uso da mesma, até pelo menos as condições bucais melhorarem.

2. Infecções podem vir a desenvolver-se em sua boca: A partir do momento que sua boca fique mais sensível que o normal, vale observar atentamente o aparecimento de feridas, e assim trata-las o mais breve possível.

3. Seus dentes podem cariar mais facilmente. A saliva funciona como um detergente natural sobre os dentes, também contém minerais que os mantém resistentes. A redução ou perda da saliva pode acelerar o processo do aparecimento da cárie.

Cárie dental

Bactérias e germes são normalmente encontrados sobre e entre os dentes. As bactérias formam uma película chamada biofilme, ou mais popularmente, placa bacteriana. Esses organismos também utilizam o açúcar para alimentar-se e de sua decomposição resultam ácidos. Este ácido dissolve o dente causando assim a cárie.
Quando você produz menos saliva, a capacidade de autolimpeza que a saliva confere, neutralizando esses ácidos fica reduzida.
Em outras palavras:
Bactéria + Açúcar = Ácido
Ácido + Dente saudável = Dente cariado
Doença periodontal
A placa pode irritar a gengiva. Isso faz com que a gengiva fique avermelhada, inchada e com facilidade de sangramento. Como a linha da gengiva pode descer, uma área da raiz dental pode ficar exposta, podendo cariar facilmente, podendo levar também à reabsorção óssea da área descoberta. Se essa irritação não for prevenida, o osso que sustenta os dentes pode ser infectado e os dentes podem amolecer e cair.

Se você quer manter os seus dentes naturais, aqui seguem algumas preciosas dicas...
Remova as bactérias de seus dentes assim:

  • Use fio dental corretamente e sempre;
  • Escove seus dentes após as refeições;
  • De polimento aos seus dentes com um cotonete;
  • Se não pode limpar seus dentes após alguma refeição, ao menos faça um bochecho vigoroso com água.

Por ter menos saliva você vai precisar higienizar mais freqüentemente do que costumava fazer. É bastante importante que você higienize sua boca sempre após toda e qualquer refeição.
Seu cirurgião-dentista pode mostrar-lhe a maneira mais indicada de você higienizar sua boca, com uma técnica apropriada e com os utensílios próprios. Ele também poderá ajuda-lo(a) a respeito da diminuição de seu fluxo salivar e de como prevenir a maior parte de moléstias que lhe acometerão.
Proteja seus dentes:
Você pode fortalecer seus dentes contra as cáries fazendo uso de flúor diariamente.
Não somente o flúor pode ajudar na proteção de seus dentes como torná-los menos sensíveis à variações de temperatura e jatos de ar. Seu CD pode ensinar a aplicar o flúor em seus dentes.
A clorexidina é uma solução que é usada para reduzir o número de bactérias bucais, por conseqüência diminui a incidência de cáries e de doença periodontal.

Pode ser recomendada também.
Manutenção da boca úmida
A secura bucal pode causar rachaduras e feridas. Se você notar qualquer ferida em sua boca ou lábios procure um cirurgião-dentista imediatamente. Essa ferida pode cicatrizar rápida e corretamente se você seguir as indicações de seu cirurgião-dentista e se alimentar corretamente. Se as feridas não cicatrizarem rapidamente ou ainda, se elas estiverem doloridas, um antibiótico e/ou um analgésico pode ser prescrito pelo profissional.


Você pode algum desses produtos para auxiliar no acréscimo de fluxo salivar. Não são cariogênicos:
Chicletes e balas sem açúcar;
Bebidas dietéticas;
 Água. Doces duros, chicletes e mentas;
Balas para tosse;
Bebidas açucaradas.
Todos estes últimos contém ácidos. Lembre-se que as bactérias precisam do açúcar para formar os ácidos.
 Bactéria + Açúcar = Ácido e Cárie dental
Se você consumiu uma sobremesa açucarada, higienize cuidadosamente logo em seguida. Em caso de dieta rica em açucares para manter ou ganhar peso, e você não pode higienizar sua boca logo em seguida, bocheche vigorosamente com água.

Inclua alimentos que contenham proteínas ou gordura em lanchinhos. Eles neutralizam os ácidos e ajudam a proteger os dentes. O quê e quando você come faz a diferença. Você sabia que uma xícara de café com três colheres de chá de açúcar é menos prejudicial aos seus dentes que três xícaras de café com uma colher de açúcar cada, em três eventos diferentes durante o dia? Cada vez em que você consome açúcar contido nos alimentos, as bactérias presentes em sua boca produzem ácidos por 20 minutos. Quando você ingere uma colher de açúcar a cada vez que toma uma xícara de café, essas mesmas bactérias irão produzir acido desta vez por uma hora!! Portanto, quanto menos lanchinhos açucarados você fizer, menos ácidos serão formados, menor a incidência de cárie.

Alimentos pegajosos causam maior dano porque eles aderem-se aos dentes por mais tempo que os outros tipos de alimentos. Eles dão as bactérias a chance de produzirem ácidos por mais tempo.
Alimentos que contêm açúcar a evitar: Bolos, bolachas, xaropes, balas, açúcar, pasteis, mel, frutas, secas, "donuts", pirulitos, geléias, cereias matinais açucarados

O que fazer frente a problemas para engolir, boca seca ou feridas na garganta?

1. Mude a consistência de sua dieta reduzindo o tamanho das porções da comida. Adicione molhos, salsas para ajudar no amolecimento dos alimentos, assim como sopas. Se ainda assim você estiver com problemas para engolir, tente comer carne maturada, frango, vegetais e frutas os quais são mais fáceis e macios de engolir.

2. Evite alimentos secos como bolachas e biscoitos; moa-as em sua bebida predileta.

3. Ingira líquidos para ajudarem na mastigação e na deglutição.

4. Utilize um canudinho para evitar as feridas na boca.

5. Prefira várias e pequenas refeições. Evite temperos como pimenta e afins e sucos cítricos que possam irritar a sua mucosa bucal.

6. Considere os alimentos dos 4 grandes grupos, os quais são naturalmente macios. Leite, carne, frutas, vegetais e grãos provêm seu organismo com os nutrientes requeridos. Uma dieta balanceada, de acordo com sua idade e atividades é muito bem vinda.

O que e quanto eu devo comer?

Derivados do leite - um mínimo de duas porções diárias são recomendadas para a maioria dos adultos;
Leite frapês manjar requeijão queijo 
Iogurte egg nog pudim instant breakfast sorvete
Carne, peixe, carne de ave, ovos e legumes - duas ou mais porções diárias 
Carne (evite dura, fibrosa ou bem passada) - frango, porco, peru, bovina, peixe, ovelha e vitela.
Ovos
Legumes - nozes, manteiga de amendoim, feijões secos e ervilhas.
Sopas - ensopados, de lentilha, de queijo, de feijão, cremes e de vagem.
Frutas e sucos - duas ou mais porções ao dia
Tente sucos não açucarados para ajudar na secura da boca.
Prove sucos enlatados ou de maçã não açucarados.
Se conseguir, consuma frutas e vegetais crus.

Alimentos ricos em fibras estimulam o restabelecimento do fluxo salivar, o que ajuda a prevenir a cárie dental.
Se sua garganta está ferida, evite cítricos.
Vegetais - dois ou ½ xícara diariamente. 
Vegetais verde-escuros e cor de laranja e frutas são recomendados 3 ou 4 vezes por semana, como fonte de vitamina A.


Evite vegetais não cozidos se você realmente estiver com problemas para deglutir.
Pão e cereais - quatro ou mais diariamente. 
Arroz talharim macarrão
Pão macio purê de batatas cereais cremosos
Evite lanchinhos, cereais secos e pães ou biscoitos que contenham nozes, sementes ou frutas secas.
Se você seguir estas sugestões, será muito fácil adaptar-se às mudanças que ocorrem na sua boca. Mantendo uma boa higiene bucal, você estará prevenido de sérios problemas advindos de sua nova condição

Tradução autorizada pela SS Foundation. Versão para o português e revisão feita pelo Dr. Ricardo Guerrero. Extraído do site: www.lagrima-brasil.org.br

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